Linux ou Windows? Qual o melhor servidor?

Com grande frequência nos perguntam exatamente isso. Qual a melhor plataforma para servidores? A resposta é simples: depende!

Primeiro teremos de separar a comparação entre Estação de trabalho e servidores.

Para as estações de trabalho, muito embora seja plenamente possível que uma estação de trabalho seja Linux, é pouco provável que as encontremos por ai, pois, de uma forma geral, as pessoas têm uma grande resistência a abandonarem o que elas já conhecem. As poucas tentativas que acompanhei de impor aos colaboradores estações Linux foram desastrosas.

Já na plataforma de servidores, a coisa muda de figura. Principalmente porque as pessoas que vão instalar, configurar e manter estes servidores, têm maior conhecimento técnico (ou, deveriam ter).

As duas plataformas são muito versáteis e confiáveis, mas têm pontos fortes e fracos diferentes, razão pela qual, para sabermos qual a melhor plataforma, precisamos entender qual será a aplicação.

Em geral, o Windows Server é mais indicado para servidores de arquivos ou quando existe uma aplicação que rodará no servidor e esta é feita para a plataforma Windows. Já o Linux, é indicado para firewalls, proxys (bloqueio de uso indevido de internet) e roteamentos em geral.

Os serviços de compartilhamento e atribuição de direitos do Windows são mais completos que o Linux, o que permite uma melhor gestão de cenários mais complexos.

Esta é uma orientação geral, que tem exceções, claro. Um bom exemplo disso é quando precisarmos de um servidor de arquivos em que tenhamos de armazenar arquivos muito grandes (mídias, vídeos, etc). Neste caso, o Linux pode ser mais interessante, pois ele é mais ágil e leve, deixando o desempenho de gravação e escrita melhores (quando compararmos hardwares semelhantes).

Outro aspecto interessante da plataforma Microsoft é que os gestores tendem a sentirem-se mais confortáveis quando aprovam a implantação de ferramentas de marcas consagradas. Não que Debian e Red Hat não o sejam, mas a própria comunidade livre, por sua postura irreverente e, muitas vezes “rebelde”, construiu uma imagem “menos profissional”, que é levada em conta por quem decide.

Obviamente a questão custo pende a favor do Linux, não apenas no custo da licença, mas também na exigência de hardware, uma vez que, para situações semelhantes de utilização, a exigência de hardware do Linux é bem menor (em memória e processadores), o que permite configurações bem mais econômicas, se a escolha for Linux.

A situação mais interessante para a maioria das empresa é um ambiente hibrido, onde o compartilhamento de dados é feito na plataforma Microsoft e o firewall e proxy são Linux.

Infelizmente, alguns consultores, por não dominarem as duas plataformas, podem “colocar defeitos” na plataforma que eles não conhecem. É nessas situações em que ouvimos “O Linux é melhor que o Windows” ou “o Windows é melhor que o Linux”. Uma postura bastante comum, que deve ser observada.

Nos próximos posts falarei sobre as diferentes distribuições Linux.

hadron

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